31 de mai de 2012

Europa Parte 5: Paris, feliz!

[English version below]



Peguei o trem. Era 5:00 da manhã quando entrei na sala de embarque. Tudo bem parecido com uma sala de embarque de aeroporto. Sentei, esperei. Analisei mais ou menos onde seria o lugar que eu deveria ir para entrar no trem. Sem muitos problemas achei meu lugar, meu acento. Um senhor sentou ao meu lado. Como era bem cedo da manhã, quando saímos o sol ainda não tinha dado as caras. Cochilando na viagem de duas horas e meia, acordei com aquele lindo nascer do sol. Passando pela minha janela.
Chegando em Paris, fui direto para o metro. Sabia onde eu deveria ir, e além de tudo Gabriel havia me dado dois tickets que possivelmente ainda eram válidos. Na caminhada até a estação, me toquei de uma coisa: meu passaporte não havia sido carimbado na entrada. E agora? Será que tinha algum problema, será que eu era uma ilegal? Corri atrás dos funcionários da Eurostar e pronto. Ninguém fala inglês direito. A única coisa que entendi e me fez ir embora foi: “Lady, not necessary. Believe me.” Eu respondi “But I’m Brazilian!” e ele finalizou: “Believe me!”.
Ok, ele trabalha lá, eu não. E aí fui para a estação. Cheguei na casa do Youssef, meio sem conseguir abrir o portão, comprei um cartão telefônico em código, liguei e enfim cheguei. Estava morta, destruída, cansada e magra. Não tinha condições nem de pisar fora de casa. Dormi, acordei, jantei, dormi.
No dia seguinte, meu único dia para passeio em Paris, fui para o centrão ve ro básico do básico. Peguei o metro, fui para o Rio Senna, Notre Dame, o Louvre estava fechado (acho que era por que era terça-feira), Arco do Triunfo, Torre Eifel. Andei, andei e andei. No estilo vamos ver como essa cidade funciona. Comi um krep.
Ao final parei na Torre Eifel e fiquei algum tempo alí. Descansando, vendo a hora passar com o sol se pondo. Pintando uma mandala. Um maluco senta do meu lado e começa a mexer no meu cabelo. Pergunta daonde eu sou, e se as pessoas do eu país são altas – oi? – pede pra eu me levantar pra ver se eu sou alta. Por fim, depois de uns 40 minutos, ele decide ir embora – e eu também.
Cheguei já era tarde da noite na casa do Youss. Uma pena não poder ter aproveitado mais o tempo com ele e com sua namorada (um amor de pessoa).
Era hora de arrumar minha mala para a próxima jornada. O que eu diria ser A jornada. O bom de ter amigos pelo mundo, é que você pode deixar todas as suas tralhas de frio na casa deles quando vai pra Índia! Ahhahahah E foi na França que ficou meus cachecóis, gorros, casacos e afins.
No dia seguinte levantei, me despedi e fui para o aeroporto. Fui com meu ticket de metro normal, mas chegando no aeroporto a máquina de checkout só aceitava tickets de trem... que deveriam ter sido comprados na estação que eu saí! Ok, maravilha! E agora? Como eu entro?
E eis que surge uma velhinha que diz o que entendi ser “rápido, rápido” em francês. Ela coloca o cartão dela e passamos juntas. Ufa, estou dentro do aeroporto! Que PUTA sorte!
Fui para o terminal certo, fiz meu check in. Despachei a mala e fui. Índia. No dia seguinte já estaria com meus pés em Delhi.

[English version]

Happy Paris!



I took the train. It was 5:00 in the morning when I entered in the departure lounge. Looks like an airport departure lounge. I sat and waited. Analyzed more or less where it would be the place I should go to get in the train. Without much trouble I found my place, my accent. A man sat beside me. It was early morning when we left, without sun. Napping on the journey of two hours, I woke up with that beautiful sunrise running through my window. Arriving in Paris, I went straight to the subway. Before leaving London Gabriel gave me 2 valid tickets to the subway. On the walk to the station, I realized something: my passport was not stamped on entry. And now? Is it a problem, was I an illegal? I ran behind the Eurostar staff and people couldn’t speak english. The only thing that I understood was: "Lady, not necessary. Believe me." I replied," But I'm Brazilian! "And he concluded:" Believe me. " Okay, he works there, I do not. And then I went to the station. When I arrived I couldn’t open the gate and I bought a phone card to call Youssef. I was dead, destroyed, tired and thin. I could not even stepping outside. I slept, woke up, had dinner, slept. The day after, my only day to go around Paris, I went to see the basic things. I took the subway, went to River Seine, Notre Dame, the Louvre was closed (I think it was because it was Tuesday), Triumph Arc, Eiffel Tower. I walked, walked and walked. In the style “let’s see how this city works”. I ate a crepe. At the end I stopped at the Eiffel Tower and stayed there some time. Resting, watching the hours passing with the sun setting. Painting a mandala. A crazy guy set next to me and started to touch my hair. Asked where I am from, and if the people in my country are tall - what? - Asked me to stand up to see if I'm tall. Finally, after about 40 minutes, he decides to leave - and me too. I arrived late at Youss place. I was sad to not to have taken more time with him and his girlfriend (a sweet girl!).It was time to pack my suitcase for the next round. It’s good to have friends around the world where you can leave all your cold clothes when you are going to India! Ahhahahah And I left in France my scarves, caps, jackets and all. The next day I woke up, said goodbye and went to the airport. I went with my normal metro ticket, but arriving at the airport the machine checkout only accepted train tickets ... that should have been bought at the station I left! Okay, great! And now? How do I join? And here comes an old lady who says what I understood to be "quickly, quickly" in French. She puts her card and we passed together. Wow, I'm in the airport! What a lucky day!I went to the right terminal, I did my check-in. I sent the bag and waited. India. The day after I would be with my feet in Delhi.