30 de ago de 2012

Trivandrum, Kerala: Será que eu chego?




[English version below]

Com a companheira inseparável: água mineral.

Esperei no ponto de ônibus a van chegar para levar até o ponto principal. Bangalore tem um trânsito caótico não somente pelos mesmos motivos que toda a Índia também. A cidade está passando por um processo de crescimento nos últimos anos enorme, e está toda em obras. O que inclui a ampliação do sistema de metro – que é novo e fantástico. Por essa razão, quando peguei a tal van para ir até o ponto de ônibus principal, enfrentemos um trânsito daqueles, e demoramos cerca de 1 hora par achegar lá – sem sair da cidade. A van era minúscula, e parecia o carro do palhaço: espreme que cabe mais gente e mala!
Entrei no ônibus que tinha o destino Kerala. Meu assento era o último, portanto a poltrona não reclinava. O azar durou pouco. Um senhor me chamou para sentar bem a frente, em um tal ladies it. Sentei ao lado de uma indiana sorridente e decidi dormir. E quem disse que a cadeira reclinava? Estava emperrada! Hahahahah Dormir era quase missão impossível. Na tv do ônibus passava um filme bollywood, daqueles bem comédia romântica que esqueceu a comédia em algum lugar. O detalhe era que o filme era - o que eu acredito ser - em hindi, ou seja, não dava para entender nada.
Logo na saída de Bangalore, o motorista bateu num motociclista que estava na pista. O cara não se machucou, mas começou a gritar com o motorista, que parou o ônibus e ficou batendo boca por cerca de 40 minutos. O cara não queria deixar o nosso ônibus seguir e eu não estava entendendo nada. Eles estavam provavelmente falando em Kannada, a língua do estado de Karnataka. Eu estava um pouco assustada, mas queria mesmo era dormir enquanto aquilo não se resolvia. De repente o motorista fechou a porta na cara do motoqueiro e seguiu. Não feliz, o cara seguiu a gente até que o ônibus parou no trânsito e aí foi outro dilema: aquele bla bla bla para resolver o problema. O ônibus seguiu até uma delegacia, onde a menina do meu lado explicou o que estava acontecendo.
A van apertada.
Mais uma hora e trocou o motorista. Dessa vez íamos viajar em paz. Ou não! O som do filme era berrante nos ouvidos, não tinha como relaxar. Tudo na Índia é muito alto. Quando o filme acabou fiquei muito feliz, e o auxiliar do motorista fez o favor de... colocar o filme de novo!!! Muitas horas depois o filme acabou e todos dormiram.
Mas é muito estranho dormir assim. Na Índia é mão inglesa e os faróis dos outros carros vinham da outra direção, o que meu cérebro não conseguiu assimilar muito bem e eu levava susto toda hora.
É fácil reconhecer que você está em Kerala. Alguns dizem que o nome do estado significa terra de coqueiro, e a estrada é tomada por eles. Numa linda obra da natureza! Então olhar pela janela e ver que a geografia mudou, me deixava mais tranquila. Estávamos chegando.
Chegando na capital, o motorista quase atropela um pedestre. Não era dia de sorte! E para completar, quase chegando no ponto de ônibus final, estava acontecendo uma passeata do partido comunista – que governa o estado.
Com 7 horas de atraso, eu cheguei. Precisava ligar para a pessoa que iria me hospedar, mas na Índia existem super restritos telefones públicos. Então, com ajuda de um rapaz muito simpático que me emprestou seu telefone, consegui ligar para meu host. Era só pegar – e negociar! – o auto rickshaw, que em breve chegaria na casa dele!

[English version]

Trivandrum, Kerala: Will I get there?


I waited at the bus stop to take the van to go to the main bus stand. Bangalore has a chaotic traffic and not only for the same reasons that all over India. The city is passing through an enormous growth process in recent years, and it's all in the works. This includes the expansion of the metro system - that is new and fantastic. For this reason, when I got the van to go to the main bus stop, we faced a big traffic, and it took about 1 hour to arrive – and we even left the city. The van was tiny and looked like the clown car: squeeze that fits more people and luggage!
I got into the bus with one destination: Kerala. My seat was the last in the back of the bus, so the seat is not a reclining one. The bad luck was for a short time. A gentleman called me to sit in the front part in a “ladies it”. I sat next to a smiling Indian and decided to sleep. And who said the chair reclined? It was stuck! Hahahahah Sleep was almost impossible mission. Tv on the bus passing a bollywood movie, those good romantic comedy that forgot the comedy somewhere. The detail was that the film was - what I believe to be - in Hindi, ie I could not understand anything.
Just outside Bangalore, the driver hit a motorcyclist who was on the road. The guy was not hurt, but began to yell at the driver, who stopped the bus and quarreled for about 40 minutes. The guy did not want to leave our bus and then I did not understand anything. They were probably talking in Kannada, the language of Karnataka. I was a little scared, but wanted just to sleep while it was not resolved. Suddenly the driver closed the door on the motorcyclist and left. Not happy, the guy followed us until the bus stopped in traffic and there was another dilemma: that bla bla bla to solve the problem. The bus went to a police station where the girl next to me explained what was happening.
Another hour and the driver changed. This time we were traveling peacefully. Or not! The movie's sound was loud in the ears, I could not relax. Everything in India is very loud. When the movie ended I was very happy, and the driver helper... put the film again!! Several hours after, the movie ended and everyone slept. But it is very strange sleep that way. In India the driven is on the right side and headlights of other cars come from the other direction, which my brain could not assimilate very well and I took fright all the time.
Passeata do partido comunista ao chegar
na capital de Kerala, Trivandrum.
It is easy to recognize that you are in Kerala. Some people say the name of the state means land of coconuts, and the road is taken by them. A beautiful work of nature! So look out the window and see that geography has changed made me feel more peaceful. We were coming!
Arriving in the capital, the driver almost hits a pedestrian. It was not lucky day! And to complete, almost reaching the final bus stop, was going on a march of the Communist Party - which governs the state.
Seven hours late, I arrived. I needed to call the person who would host me, but in India there are limited public telephones. Then, with the help of a very nice guy who lent me his phone, I could connect to my host. It was just get - and negotiate! - The auto rickshaw and soon arrive at his house!