26 de abr de 2015

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.

[English version below]

Hoje faz exatamente 3 anos que pisei na Índia pela primeira vez. Quando olha pra trás, às vezes acho que essa foi a ideia mais louca que eu pude ter. Nunca tinha saído do Brasil, e realmente não podia imaginar o que era viajar para um país tão diferente.
Foi muito difícil, mas não pelo país em si, isso também. Foi difícil porque sair do nosso lar é difícil, abrir os olhos sem preconceito é difícil, deixar-se transformar por uma viagem é difícil. E eu jamais poderia me permitir voltar para casa da mesma maneira que eu saí, eu não poderia desperdiçar essa chance de ser alguém um pouco melhor.

Se as pessoas soubessem o poder transformador de uma viagem, talvez estivessem mais dispostas a sair do aconchego de seus lares para tentar o novo. Eu sempre tive medo, ao contrário do que às vezes falam 
de mim. Tive medo de sair, de não voltar, de acontecer algo comigo, de me perder, de me sequestrarem. Tive medo de muita coisa e pra completar eu odeio voar de avião! Ainda assim, no fundo da minha alma gritava uma vozinha dizendo que era preciso mover, explorar e ver com meus próprios olhos.
Agradeço à vida as oportunidades que tive pelo caminho de viver tanta surpresa, de crescer tanto como ser humano. Em especial às milhares de pessoas que me ajudaram em cada lugar que passei e fizeram de cada viagem única. O que importa, ao fim, é quem passa por você. O lugar vai ser sempre o lugar, as pessoas que fazem a diferença.
Gratidão eterna.


[English version]

Today is turning three years I’ve been to India for the first time. When I look back, sometimes I think it was the craziest idea I could have. I had never left Brazil and I really didn’t know was to travel to so different country.
It was hard, not only because of the country I chose. I was hard because leave our place is hard, open our eyes without prejudice is hard, let the trip transform yourself is hard. I could never permit myself to come back home the same way I left. I couldn’t miss the chance to be someone a bit better.
If people knew the transformative power of a trip, maybe they were more willing to leave the warmth of their homes to try the new. I was always afraid, contrary to what sometimes people talk about me. I was afraid to leave, to not to return, to something happen to me, to be lost, or to kidnap me. I was afraid of many things; in addition, I hate flying! Still, deep inside my soul a little voice was saying that it was necessary to move, explore and see with my own eyes.
Thanks to life the opportunities I've had on my way of living so many surprises and to grow as a human being. In particular the thousands of people who have helped me in every place I’ve been and making each trip unique. What matters in the end, are the people who pass on your way. The place will always be the place, the people who make the difference.
Eternal gratitude.